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Presidente da CNA defende maior inserção do agro no mercado internacional

Por Geiza Mesquita Em 9 de agosto de 2017 |

Ao discursar na abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX 2017), o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, afirmou que “mais do que gerar superávits na balança comercial, queremos aumentar os fluxos de comércio do Brasil”.

Promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o ENAEX 2017 reuniu nesta quarta (9), no Rio, lideranças do setor produtivo, autoridades e especialistas em torno do tema “Reduzir Custos para Exportar, Reindustrializar e Crescer”. O presidente da República, Michel Temer, também esteve na abertura.

Em seu discurso, o presidente da CNA afirmou que “por meio da dedicação dos nossos produtores e de todo o investimento em tecnologia que realizamos”, a agropecuária brasileira hoje é globalizada. O país, no entanto, precisa de uma política comercial clara, contínua, e a ampliação da presença brasileira em mercados externos deve ser uma estratégia de longo prazo.


Presidente da CNA, João Martins, na abertura do ENAEX 2017 / Foto: Daniel Perpetuo

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), disse Martins, mostra que “sem as políticas atuais de apoio doméstico ao produtor, adotadas pelos países, o comercio internacional de produtos agrícolas seria maior”.

“Subsídios à produção ainda são os que têm mais impacto no comércio agrícola e prejudicam os produtores brasileiros”, afirmou o presidente da CNA. E concluiu que para garantir e manter a competividade da agropecuária brasileira, “precisamos garantir um limite máximo de subsídio por país, de acordo com sua produção”.

Martins falou também que é preciso investimentos em infraestrutura e, mais do que isso, “precisamos desburocratizar o processo de exportação”. Outro ponto levantado pelo presidente da CNA foi a necessidade de se evitar que novas regulamentações se tornem barreiras aos nossos produtos. “Agora é o momento de reduzir barreiras aos investimentos e ao comércio com nossos parceiros”.

O produtor, afirmou Martins, “está fazendo o dever de casa, adotando sustentabilidade, tecnologia e inovação, como base do desenvolvimento da sua produção”. E é preciso enxergar o atual período como uma “oportunidade para inovar, para desenvolver novas ideias e gerar as transformações necessárias para a implementação da politicas de médio e longo prazo”.

“Precisamos promover mudanças que levem nosso país ao crescimento sustentável. Esta é uma tarefa não apenas dos representantes políticos, mas também da sociedade. O setor agropecuário tem o dever de participar desse momento de renovação e, com sua agenda, vai contribuir com o desenvolvimento do nosso país”, afirmou.

O presidente Michel Temer, que discursou na abertura do ENAEX 2017, afirmou que em relação à produção agrícola brasileira, não bastam safras recordes, é preciso escoá-la com eficiência, e o governo está disposto a investir cada vez mais em ferrovias, portos e rodovias, a partir dos programas de concessões ao setor privado.

O presidente da AEB, José Augusto de Castro, elogiou o desempenho da agropecuária brasileira, responsável principal pelos superávits da balança comercial, mas reclamou que o “custo Brasil continua a afetar todo as nossas exportações”.

Já o ministro dos Transportes, Maurício Quintela, reconheceu que é  dever do governo estabelecer “as melhores condições para o fortalecimento das vendas externas do país”, citando medidas oficiais de melhoria dos portos.

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

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