A Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil se reuniu, na quinta-feira (26/02), para discutir o plano de ação para 2026. O presidente da comissão, Cyro Penna, afirmou que um grande desafio será “trazer mais desenvolvimento para a pecuária de corte brasileira”.
O membro titular da comissão, Ronaldo Bartholomeu dos Santos Jr, que também é presidente do Sindicato Rural de Campos dos Goytacazes, participou das discussões estratégicas sobre os principais temas que impactam o setor.
Entre as prioridades estão as ações relacionadas à promoção da carne bovina de qualidade, com foco no estímulo à produção de maior valor agregado, visando melhorar a renda do produtor.
Na área de rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos, o objetivo é concluir as etapas 1 e 2 do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), incluindo o desenvolvimento da base central de dados, a integração com os sistemas estaduais de defesa agropecuária, a realização de testes e a homologação pelo Ministério da Agricultura.
A Comissão também prevê o acompanhamento das iniciativas estaduais relacionadas à rastreabilidade e a contribuição para melhorias no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCTB), com debates no âmbito da Comissão e participação em workshops promovidos pela CNA.
No eixo de sanidade, o plano prevê a manutenção do status sanitário do país em relação à febre aftosa e à encefalopatia espongiforme bovina (EEB), além de contribuir para avanços no PNCTB. Também serão discutidos temas como regionalização, atuação da Cosalfa e acompanhamento de casos relacionados à EEB.
Quanto à manutenção de acesso a mercados, a CNA acompanhará questões que possam impactar o comércio internacional da carne bovina. Entre os pontos monitorados estão as medidas de salvaguarda da China para a carne bovina importada, projetos de lei contrários à exportação de bovinos vivos e as exigências do Protocolo da União Europeia relacionadas ao uso de antimicrobianos, rastreabilidade e certificação das propriedades.
A Comissão também irá monitorar consultas públicas e normativas do Ministério da Agricultura e da União Europeia relacionadas ao bem-estar animal, além de acompanhar iniciativas legislativas que possam resultar na publicação irrestrita de dados de produtores na internet, como informações das Guias de Trânsito Animal (GTAs).
“O Plano de Ação 2026 reforça a estratégia da Comissão de fortalecer a competitividade da pecuária de corte brasileira, assegurar padrões sanitários reconhecidos internacionalmente e ampliar a presença do Brasil nos principais mercados globais”, ressaltou Cyro Penna.